PRO-PAIN – Stone Cold Anger
Estados Unidos | Thrash Metal
Napalm Records |
2026
FORMAÇÃO:
Gary Meskil - Bass, Vocals
Eric Klinger - Guitars (rhythm)
Jonas Sanders - Drums
Greg Discenza - Guitars (lead)
PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Onze anos depois de “Voice of Rebellion”, a PRO-PAIN retorna exatamente como muita gente esperava: riffs diretos, groove pesado, vocais raivosos e aquela mistura de hardcore nova-iorquino com thrash metal urbano que Gary Meskil ajudou a transformar em assinatura ao longo das últimas décadas.
“Stone Cold Anger” não tenta reinventar absolutamente nada, e talvez esteja justamente aí sua maior virtude. O disco soa como uma continuação natural da trajetória da banda, carregando aquela sensação de concreto, fumaça, revolta e brutalidade de esquina que sempre acompanhou o grupo. Tudo aqui é simples, reto e agressivo, sem firulas ou modernizações desesperadas.
Ao mesmo tempo, é impossível ignorar que o álbum também transmite uma sensação curiosa de desgaste. Existe peso, existe energia, mas nem sempre aquela urgência incendiária que marcou alguns dos melhores momentos da carreira da PRO-PAIN aparece com a mesma intensidade. Em certos momentos, o disco parece confortável demais dentro da própria fórmula, funcionando muito mais pela experiência acumulada do que por qualquer explosão criativa.
Ainda assim, quando a banda encaixa riffs mais inspirados e deixa o groove falar mais alto, “Stone Cold Anger” lembra por que a PRO-PAIN sempre foi uma das instituições mais subestimadas do hardcore metálico. É um disco honesto, pesado e feito sem concessões, talvez não um grande retorno triunfal, mas certamente uma audição satisfatória para quem sente falta desse tipo de agressão urbana, direta e sem maquiagem.
Faixas que merecem atenção:
“Oceans Of Blood”, “March Of The Giants”, “Scorched Earth” e “Jonestown Punch”
8.5/10
(Daniel Aghehost)