RESENHA: UADA - Cult of a Dying Sun
07/11/2018 18:59 em Resenhas

 

 

 

UADA - Cult of a Dying Sun

Label: EISENWALD - Clique aqui para acessar o site


HISTÓRICO

Formada em 2014 nos Estados Unidos, a UADA tem hoje em sua formação James Sloan (guitarras), Jake Superchi (vocais e guitarras), Edward Halpin (baixo) e Josiah Babcock (bateria). 

Dois anos após seu primeiro álbum, "Devoid of Light", a banda acaba de lançar seu novo trabalho, "Cult of a Dying Sun" pelo selo EISENWALD. 

 

ANÁLISE

Uma das preocupações de quem está no underground é sua continuidade. As bandas que sempre veneramos uma hora encerrarão as atividades. Ou atingem o ápice criativo e passam a produzir apenas álbuns medianos. Hoje temos uma profusão de bandas, até com alguns grandes lançamentos, mas, essa mesma profusão faz com que as coisas sejam cada vez mais difíceis. 

Quantos grandes álbuns você só descobriu tempos depois de seu lançamento? Com certeza inúmeros.

Uma das bandas que merecem destaque e é aposta certa (por muitos) para a continuidade do metal extremo é a estadunidense UADA. Formada em 2014 na cidade de Portland, lançou em 2016 seu primeiro álbum: "Devoid of Light". 

A ansiedade pelo próximo álbum teve fim no último dia 25 de maio, com o lançamento de "Cult of a Dying Sun".

"The Purging Fire" abre o disco de forma agressiva, mostrando que a UADA possui grande conhecimento quando o assunto é metal extremo. Começo rápido, onde as guitarras de James Sloan e Jake Superchi trazem bases ultra-melódicas (a influência do metal tradicional é latente), amparados por uma cozinha primorosa. O que C. Nihil (baixo - substituído por Edward Halpin) e Brent Boutte (baterista que deixou a banda logo após a gravação, dando lugar a Josiah Babcock) fazem é assustador! Um arregaço perfeito para início de álbum. Impossível não se emocionar na parte final!

O nível continua elevadíssimo na seguinte. "Snakes & Vultures" talvez seja uma das melhores composições da curta trajetória da UADA. Temos aqui toda a extrema técnica da banda à prova em um início mais arrastado, logo indo para um crescendo memorável. Muita técnica remetendo às grandes bandas melódicas do Black Metal (e até do Heavy Metal). Talvez sua extensão torne a audição cansativa, mas para quem resistir a essa barreira, será um grande momento.

O ponto chave da questão começa aqui, em "Cult of a Dying Sun". Por mais que essa também seja uma grande faixa, a sensação de "já ouvi isso antes" começa a brotar. Toda a agressividade da primeira faixa e o clima melódico da segunda estão presentes aqui. Isso não diminui o brilho do álbum, mas pode torná-lo cansativo para alguns.

Já "The Wanderer" é um belo tema instrumental (com o inspirado suporte de um coral) que serve como excelente ponte para a faixa seguinte, "Blood Sand Ash". E aqui as coisas parecem finalmente decolar!

Tudo que despertou atenção nas faixas iniciais é superado aqui. Estamos diante de uma grande faixa. Clima depressivo e desolador fazendo desse um álbum gélido. Frio.

Outro grande momento surge em "Sphere (Imprisonment)". Mesmo que não seja o melhor momento do álbum, é sim um dos mais inspirados. Ouça esTa faixa com atenção e duvido não se impressionar com o riff central. Inesquecível!

O melhor momento de "Cult of a Dying Sun" é justamente o seu final (sem ironias). "Mirros" é, sem dúvidas, o ápice do álbum. Uma grande faixa de Black Metal inspirada, onde toda a técnica deslumbra a cada nota. Seus mais de dez minutos passam de forma despercebida, o que é grande qualidade. Grande acerto!

 

VEREDITO

"Cult of a Dying Sun" não é um disco fácil. Com certeza muitos acusarão a banda de não trazer nada de novo enquanto outros acharão um dos melhores lançamentos do ano. 

O inegável é que este é superior ao álbum anterior. Assim como esperamos que o próximo seja ainda melhor.

O tempo dirá se estamos diante de um clássico. Mas já dá pra constatar que este é um bom disco, feito com a sinceridade que o Black Metal exige.

Compre se tiver a mente aberta ao novo!

 

ATENÇÃO

A arte desse disco é magistral. Concebida por Kris Verwimp (um dos mais célebres artistas do underground), retrata bem a atmosfera desoladora do álbum. Se em cd já é linda, imagine no vinil?

 

(Daniel Aghehost)

 

 

 

 

Track-List

1.The Purging Fire

2.Snakes & Vultures

3.Cult of a Dying Sun

4.The Wanderer

5.Blood Sand Ash

6.Sphere (Imprisonment)

7.Mirrors

 

 

 

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