RESENHA: BAPTISM - V: The Devil's Fire (2016)
19/09/2016 - 20h06 em Resenhas

 

 

 

Baptism - V: The Devil's Fire

 

Desde "The Beherial Midnight" (2002) venho dizendo: "Uma das bandas que melhor representam o verdadeiro sentimento do Black Metal é a finlandesa BAPTISM".

Os discos seguintes (Morbid Wings of Sathanas - 2005 - Grim Arts of Melancholy - 2008 e As the Darkness Enters - 2012) apenas comprovaram esta minha teoria, afinal chega a ser impossível eleger um preferido dentre tantas obras essenciais.

 

E no último dia 22 de julho a BAPTISM concebe "V: The Devil's Fire" pela francesa Season of Mist (depois de uma vida inteira na Northern Heritage). 

 

E que álbum!!

 

A climática intro "Natus ex Ignis" eleva o ouvinte a patamares de pura ansiedade pelo que está por vir. E toda essa ansiedade é recompensada logo na faixa que vem a seguir: "Satananda". Toda a sonoridade tradicional da banda se faz presente, porém o ouvinte habituado ao som da BAPTISM notará uma veia mais melódica no andamento desta música. E este andamento se faz presente em todo o álbum.

 

As coisas ficam ainda mais interessantes em "The Sacrament of Blood and Ash", onde a sonoridade agressiva encontra de forma perfeita uma atmosfera climática que apenas engrandece sua sonoridade. E a adição de vocais limpos no final desta faixa torna tudo ainda mais atraente. Sem dúvida, um dos maiores momentos da carreira da banda. Se estiver lendo esta resenha e ainda não ouviu o disco, comece por aqui.

 

Enquanto "The Devil's Fire" traz à tona os primórdios da banda, "Abyss" mostra que a BAPTISM acerta em cheio quando apresenta uma proposta mais climática ao som. Resultado dos devaneios de seu criador, Lord Sargofagian. Ele que é o principal responsável pela BAPTISM, sedimentou a formação com SG.7 (Guitarras e vocais limpos), LRH (Bateria) TG (Guitarras) e Syphon (Baixo). Estes pseudônimos ocultam membros de bandas seminais do underground finlandês, como HORNA, ...AND OCEANS, BLACK DAWN e muito mais.

 

"Buried With Him" fecha o disco de forma magistral, mostrando como é possível usar teclados de forma brilhante sem que soe repetitivo e pujante.

 

Algo inconcebível para mim é alguém viver o Black Metal e não conhecer este disco e, principalmente, ainda não ter ouvido a profana BAPTISM.

 

(Por: Daniel Aghehost)

 

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