RESENHA: AMON AMARTH - Jomsviking
13/05/2016 - 15h18 em Resenhas

 

Se tem uma banda que nunca me chamou atenção, essa é a AMON AMARTH.

Sério. Nunca me atraiu. Reconheço que os caras lançaram clássicos do estilo, como "Once Sent from the Golden Hall", "Fate of Norns" ou "Twilight of the Thunder God" (só pra ficar em alguns, já que a discografia é acima da média), mas o som dos suecos nunca me cativou.

Implicâncias à parte, eis que me cai no colo "Jomsviking", o décimo disco dos suecos.

Antes de ouvir, fui conhecer a história por trás de "Jormsviking". E o disco (conceitual) até que traz uma bela história, a qual comentarei adiante.

A sonoridade típica da Amon Amarth está intacta. O disco abre com a rápida "Fast Kill" (também usada como primeiro single do álbum). E já emenda com a cativante "Wanderer" (calma, ainda não me rendi à sonoridade da banda.... Mas as dobras de guitarra dessa músicas são inspiradas), onde os vocais de Johan Hegg mostram porque são referência no estilo.

Seguimos novamente de forma agressiva com "On a Sea of Blood" e "One Against All", duas faixas que vão agradar e muito aos amantes dos antigos plays da AMON AMARTH

"Raise Your Horns" talvez seja a primeira com a característica mais Viking Metal que Death Metal. Seja pelo andamento, seja pela letra (que aqui está em um dos clímax da história narrada), esta será uma faixa que agradará em cheio aos seguidores da banda, principalmente ao ser executada ao vivo. Séria candidata a futuro single!

Outro momento que merece destaque é "One Thousand Burning Arrows". Seu começo de forma mais "melódica" (se é que posso chamar assim) contrasta bem com o restante do disco. Faixa que lembra os grandes momentos da banda. 

E a participação da musa Doro Pesch em "Dream That Cannot Be"? Apesar de ter gostado muito de sua participação, acredito que seria maior ainda em alguma outra faixa. Talvez uma mais melódica, já que nesta o brilho da vocalista ficou meio ofuscado. Tá, eu sei que ela está em uma parte importante da história e tudo mais. Mesmo assim. De qualquer maneira, uma bela participação.

E a história termina com a faixa "Back on Northern Shores". Por ser o final do disco, esperava mais. Uma faixa que não empolga, chegando a ser cansativa. Sem dúvidas o momento menos inspirado de todo o play.

"Jomsviking" é um álbum conceitual, que narra a história de um guerreiro cuja amante é raptada. Em sua busca para resgatá-la, ele acaba encontrando os "Vikings de Jomsborg", uma força-elite Viking que lhe apresenta seu estilo de vida e o acaba cativando. Quando ele finalmente encontra sua amada perdida, percebe o quanto ela está diferente, não precisando mais de seu amor.

Se estiver interessado em comprar o disco, espere pela versão luxuosa ou torça para que chegue aqui a versão em digibook. As ilustrações desse álbum são um primor!

Apesar de clichê, com certeza vai agradar a todos os amantes do estilo de vida viking. A história e o disco.

 

(Daniel Aghehost)

 

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