Segunda-feira, 25 de abril de 2016 às 20:12 em Novidades
RESENHA: VANAD VARJUD - Dismal Grandeur in Nocturnal Aura (2016)

 

Você conhece a VANAD VARJUD?

Vindo da Estônia, a banda é uma das referências quando o assunto é Black Ambient.

O Black Ambient é um estilo de difícil assimilação. Enquanto a maioria das pessoas preferem por um som mais agressivo e brutal, há uma linha dentro do Black Metal onde a sonoridade gélida é cultuada. E esse é o clima que encontramos em "Dismal Grandeur in Nocturnal Aura".

O disco saiu pela Symbol of Domination Prod. e, mesmo contendo apenas quatro faixas, passamos dos 40 minutos.

"Tume Kamber" abre o disco de forma arrepiante. Na primeira metade do som ouvimos apenas ruídos e toda aquela climatização típica do Ambient, mas que preparam muito bem o ouvinte para a sua segunda metade, onde podemos perceber uma banda coesa e muito inspirada.

Aqueles riffs melancólicos (a lá Nocturnal Depression) conduzem a faixa (que em certos momentos também lembra passagens do Doom Metal dos anos 90).

Se você conseguir suportar os seis minutos iniciais, será recompensado com uma grande faixa.

"Winters Dawn", mesmo sendo a mais longa do disco, é a mais cativante do mesmo. Sua sonoridade invernal é mais familiar aos apaixonados pelo metal mais extremo (não que a música seja extrema, que fique bem claro). Sem dúvidas, a melhor do álbum!

Lembre-se, mesmo que tenhamos lampejos de um Black Metal mais melódico, este é um disco de Black Ambient. Então espere por muitas mudanças de andamento, sonoridades semi-acústicas e muita, mas muita experimentação!

As coisas mudam completamente em "Dismal Dusk". Coincidentemente a menor do disco, esta é também a mais agressiva. Não que a banda aposte na linha mais brutal do Black Metal, mas é diferente de tudo que ouvimos até então. Boa faixa!

O álbum fecha com "Gloomy Sunday", faixa que verte mais para a linha do Depressive Black Metal, mostrando momentos inspirados entremeados com outros nem tanto.

Um disco de difícil digestão. Recomendado apenas para quem reverencia o Black Ambient ou para aqueles dias de total melancolia.

Se não for o seu caso, passe longe.

(Por: Daniel Aghehost)

 

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